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terça-feira, 22 de novembro de 2011

O CAVAQUISTÃO e MIGUEL RELVAS - o PORTEIRO





Jornal Público, 19/11/2011
Miguel Relvas, actual ministro do Governo de Passos Coelho, colaborou com o Banco Efisa do grupo BPN antes de este ter sido nacionalizado. Relvas era então deputado do PSD e apoiou uma operação financeira com o Brasil. O ex-presidente do Efisa diz que Relvas o ajudou a abrir algumas portas”;
Antes da nacionalização, o então deputado Miguel Relvas intermediou para o Banco Efisa, do grupo BPN, um negócio da ordem de 500 milhões de dólares, que envolveu o município do Rio de Janeiro. Abdool Vakil, ex-presidente do Efisa, confirmou ao Jornal Público que Relvas, na altura membro da bancada parlamentar do PSD, o ajudou “a abrir portas no Brasil”, mas o actual ministro explica que a sua colaboração ocorreu sempre “no quadro” da Kapaconsult, onde era administrador, e se sabe agora teve um único cliente: o banco de negócios do BPN-Efisa”
“Em declarações ao Público, Abdool Vakil, o ex-presidente do Banco Efisa, começou por dizer que “o Dr. Miguel Relvas nunca trabalhou com a Efisa”. Mas inquirido sobre se o então deputado prestou directamente consultoria ao banco, disse: ‘Isso já é verdade’. Vakil acrescentou que “o Dr. Miguel Relvas prestou serviços muito úteis, pois abriu-nos portas no Brasil, mas nunca foi quadro do grupo. Ele tinha muitos conhecimentos no Brasil e que eram importantes para quem quer fazer negócio e abriu-nos portas”, especificou. O ex-presidente da Efisa e ex-administrador do BPN lamentou que Relvas, cujas relações com altas esferas da política e dos negócios brasileiros são conhecidas – tendo mesmo contacto directo com o ex-ministro brasileiro José Dirceu – “esteja agora muito ocupado e sem tempo para os amigos”.

Recorde-se aqui o “mensalão” de José Dirceu, ex-ministro do governo brasileiro:

“No seu curriculum, Miguel Relvas apresenta-se como gestor e consultor de empresas. Antes da nomeação para o Governo, o nome do actual ministro surgia já ligado a várias entidades, como seja o Conselho de Curadores da Fundação Luso-Brasileira, criada por João Rendeiro (BPN).”
(…)

Actualmente no governo de Portugal, o Ministro Miguel Relvas é o responsável e tem em mãos o dossier BPN. A venda da área comercial deste banco ao BIC de Mira Amaral foi decidida pelo seu governo que afastou outros interessados que assumiram publicamente ter oferecido melhores condições para a sua compra. Por resolver, está ainda um dos tentáculos que integra o Grupo BPN – o Banco Efisa (quando em 2009 foi avaliado tinha capitais próprios negativos de 82,5 milhões € e prejuízos de 35 milhões €).
Sobre o BPN foram instaurados 47 inquéritos pela Procuradoria-Geral da República. Duarte Lima é só o protagonista de um desses inquéritos crime. A pouco e pouco o icebergue do Grupo BPN começa a derreter-se. Portugal vai percebendo a engrenagem da máfia portuguesa e conhecendo a cara dos “mafiosos salteadores”.    


O CASPER conclui: Nos GPS´s portugueses as coordenadas do “Cavaquistão” estão erradas. Corrija-se. O “Cavaquistão” localiza-se no BPN!


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