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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

O "EMBROMANÇO" DO CENTRO DE ALTO RENDIMENTO DE VOLEIBOL ....



A 14 de Março de 2009, em pleno governo Socrático e cumprindo o prometido em Junho de 2005, foi homologado em Lamego pelo então Secretário de Estado da Juventude e Desporto, um Protocolo assinado entre o Instituto de Desporto de Portugal, a Federação Portuguesa de Voleibol e a Câmara de Lamego, que transformaria o Complexo Desportivo de Lamego num Centro de Alto Rendimento de Voleibol e num Centro Nacional de Formação Desportiva (para árbitros, técnicos e dirigentes de todas as modalidades desportivas).
Através deste Protocolo o IDP cedia as instalações do Complexo Desportivo e as obras da sua requalificação orçamentadas em cerca de 8 milhões de euros, seriam objecto de uma candidatura ao Programa Operacional de Valorização do Território (POVT/QREN) que as financiaria em 70%, cabendo os restantes 30% à Câmara Municipal de Lamego (25%) e ao IDP (5%).
A reconversão homologada e cujo Protocolo Francisco Lopes assinou conjuntamente, contemplava a requalificação do Centro de Estágios (edifício principal) que teria novos quartos e espaços para atletas com mobilidade condicionada, auditório com 150 lugares, sala de massagens e fisioterapia, espaços de convívio, sauna e gabinete médico. Seriam ainda construídos 4 campos de voleibol em permanência e um outro que possibilitaria a prática de outras modalidades desportivas, sala de reuniões, arrecadações, sala de musculação/cardio, gabinetes destinados à biomecânica, cinesiologia, fisiologia de esforço, nutricionismo, fisioterapia e reabilitação, 2 campos de voleibol de praia e um edifício de apoio aos campos de ténis com bar e esplanada.
Toda esta estrutura vocacionada para o Centro de Alto Rendimento de Voleibol, seria paralelamente, aproveitada para o funcionamento do Centro Nacional de Formação Desportiva.     

A Câmara de Lamego mandou fazer projectos, largou 288 mil euros, apresentou a candidatura e lançou o concurso público para a execução das obras.
Em Dezembro de 2009 foi notificada pelo POVT, que a candidatura só fora parcialmente aprovado, resultando a comparticipação de fundos comunitários em 49%.
A Câmara reclamou, mas os Senhores do POVT, mantiveram a decisão.

O Presidente da Câmara Lopes fez um “cagachim” na comunicação social, ameaçando tudo e todos com o Tribunal e pedidos de indemnização!
Francisco Lopes queria que lhe devolvessem os 288 mil euros dos projectos e os cerca de 60 mil euros que gastou na “aparatosa cerimónia” (o termo é mesmo do Presidente da Câmara!), que organizou para a homologação e assinatura do Protocolo !


Quando Francisco Lopes faz “cagachins, circos e queixinhas no Tribunal”, aguça-nos logo a curiosidade ….
Isto porque já demos conta que Francisco Lopes “tem umas cenas que lhe assistem” …. Sempre que é encurralado ou tem culpas no cartório, monta circos, faz cagachins e mete o pessoal nos Tribunais!
E porque aguçados ….. a curiosidade não nos pára …. ficamos a saber!
Então não é que o Francisco Lopes, embebido por aquela sua crença de que é divindade suprema, convenceu-se que os Senhores do POVT e do IDP eram totós, e por isso, embrulhou no projecto e candidatura de requalificação, por conta e à pala dos 70% dos fundos comunitários e dos 5% do IDP, também um minigolfe novo, um complexo de campos de ténis, “plantação” de relvado sintético no estádio e todos os arranjos exteriores ?!?!?

Ou seja: Francisco Lopes queria “fintar” os Senhores do POVT e do IDP, pondo-os a pagar mais umas coisitas …. mas como eles estão batidíssimos em “chico-espertisses”, não se deixaram fintar …. e  chutaram direitinho.

Até que era fixe termos mais estas coisitas … mas para o POVT e o IDP … compromissos são compromissos!
Como o compromisso assinado e homologado era preto no branco, decidiram que cinzentos e outras corezinhas …. deveriam ser pagos por quem os pintou!


Há gente que é rigorosa com o que assina ….  
E o rigor deu … só 49% de fundos comunitários para a candidatura apresentada pela Câmara de Lamego.
49% que correspondem ao compromisso assumido!
Os restantes 21% não financiados pelos fundos comunitários referem-se ao minigolfe, complexo de campos de ténis, relvado sintético do estádio e todos os arranjos exteriores ….

Claro que Francisco Lopes no seu “cagachim”, nada “cagachingou” sobre este pequeno pormenor que justifica o decaimento dos 70% para os 49% !!!


Mas o IDP também não gostou que Francisco Lopes o considerasse “totó” e …. comunicou-lhe que o Protocolo ……….. PUM !!!

Que o mesmo foi dizer-lhe: “espertinho hã …. quem tudo quer, tudo perde! PUM!

Depois do “cagachim” e das ameaças que motivaram um gargalhar intenso nas gargantas dos visados (que sabiam do “embrulhanço”) e que só serviram na onda do …. para “povo ver”, Francisco Lopes anda agora num rodopio para tentar salvar o que afundou ….

Aproveitando a coincidencia de cores governativas, tenta a todo o custo que o novo Presidente do IDP e o jovem Secretário de Estado do Desporto, reavivam o Protocolo!

Mantendo-se na sua redoma de “deusa ferida”, a anulação do concurso público que englobava o “forrobodó todo” veio pela mão do seu Vice-Presidente e prepara-se para lançar um outro concurso, agora cumprindo as assinaturas …


Para bem de Lamego esperemos que os 49% dos fundos comunitários continuem guardadinhos e os Senhores do POVT e IDP aceitem o “meã culpa” da Câmara de Lamego …

Meã culpa da Câmara porque o âmago do “embromanço” recaiu sobre “uma baralhação” dos técnicos que meteram tudo no mesmo saco de projectos e candidatura - a requalificação e aquelas coisitas a mais ...  
Para Francisco Lopes ficou a aureola de nem saber que estava a “embromaçar” ….



O CASPER já se meteu ao caminho para ver se convence o 1º Ministro Passos Coelho a atender o telemóvel ou o telefone do seu gabinete ao Francisco Lopes … para lhe dar uma ajudinha na resolução deste, e de outros “embromanços” que por cá carambolam … 

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